Quando você precisa escrever por extenso
Cheques, contratos, recibos, notas promissórias e procurações costumam pedir o valor por extenso, além dos algarismos. Isso dificulta fraudes: é fácil transformar um 1 em 7, mas bem mais difícil mudar "um mil" para "sete mil" sem deixar rastro.
No cheque, a Lei do Cheque (Lei 7.357, de 1985) diz que, se o valor em algarismos e o valor por extenso forem diferentes, vale o que está por extenso. Por isso vale conferir com calma antes de assinar.
As regras do "e" e do "de"
Em português, o "e" aparece entre centenas, dezenas e unidades ("cento e vinte e três"). Entre os grupos de milhar, ele só entra antes do último grupo quando esse grupo é menor que cem ou é uma centena redonda: "mil e quinhentos", mas "mil duzentos e trinta".
Valores redondos em milhões, bilhões ou trilhões levam "de" antes da moeda: "um milhão de reais", "dois bilhões de reais". Já "um milhão e quinhentos mil reais" fica sem o "de". A ferramenta aplica tudo isso sozinha.
Perguntas que ninguém fez (mas a gente responde)
Até que valor a ferramenta escreve?
Até 999 trilhões, com centavos. Passou disso, nem o orçamento do país chega perto.
Posso digitar com ponto e vírgula?
Pode. Ela entende o formato brasileiro (1.500,50) e também o internacional (1500.50).
Como fica o valor só com centavos?
Fica só a parte dos centavos: 0,50 vira "cinquenta centavos" e 0,01 vira "um centavo".
O que vale se o cheque tiver valores diferentes?
Pela Lei do Cheque, vale o valor escrito por extenso. Na dúvida, o banco pode devolver o cheque, então capriche.